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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Aturando critica alheia


terça-feira, 11 de abril de 2017

Da maneira corretamente simpática



terça-feira, 22 de novembro de 2016

Num teatro qualquer


domingo, 21 de julho de 2013

Problemas da Criação #24


O fenômeno da história ruim. 
Por Rogério DeSouza 

  Num  momento eu pensei: “Como fazer boas histórias”, mas daí eu percebi que seria uma coisa difícil de fazer, pois não tenho a noção de que minhas histórias são o suficientemente boas, na minha perspectiva inicial sim, mas no geral não tenho idéia exata do que as pessoas acham do que faço, por isso não posso me dar o luxo, pelo menos em minha opinião, de dizer como fazer histórias boas. Mas vou num caminho contrário. Baseado em inúmeras resenhas, opiniões e meu próprio ponto de vista vou falar sobre histórias ruins e como elas acontecem ou não, tanto nos quadrinhos, cinema e outras mídias. 

 O primeiro quesito ao qual posso começar é a ambição, ou seja, cenas de impacto, visual dos personagens e ambientação, bons efeitos, investimento maciço... Apenas isso. Nenhuma história ou trama que ajude a nos envolver com os personagens, apenas quer vendê-los ao público usando o visual. Ha muitas situações em que se apropriam de uma marca/personagem já consagrada e usa sem se ater no que fazia aquilo bom. Isto é um dos principais problemas da indústria, tanto dos quadrinhos quanto do cinema.
Atrelado a isso vem o segundo quesito: Carência de criatividade. Quando fazemos histórias em escala industrial não temos muito tempo para pensar em novas idéias e tão pouco arriscar colocá-las no mercado, pois o retorno tem que ser imediato. Há um abuso substancial nos clichês ou o pensamento equivocado de que a história possa se sustentar apenas neles caracterizando pouca inspiração.
Mesmo assim gostei dessa história.

O desleixo é uma causa comum, tanto na indústria, quanto no independente (no qual me incluo). É deixar todos esses erros acontecerem. Até comprometendo a parte visual da obra. Também uma falta de pesquisa mais aprofundada naquilo que quer fazer e falta de preparo ou instrução contribuem a pouca qualidade do material. Isto ocorre muito com iniciantes independentes que sem um mentor ou editor às vezes não percebem os erros que cometem. Já se for algo mais profissional, a culpa recai sobre a equipe criativa inteira, que muitas vezes acha que a fórmula do que quer que esteja fazendo irá sobrepor as falhas óbvias. E muitas pessoas envolvidas podem até atrapalhar o processo criativo.
Mesmo sem tecnica alguma já fazia histórias para públicá-las, hoje ainda cometo erros, mas isso deixaremos para ver depois.

E é ai que vamos a um termo que ouvi de meu colega Rodjer Goulart (Dragão Escarlate) que guardo na cabeça até então: Excesso de criatividade. É você colocar elementos na história sem a devida necessidade, coisas que não tem a mínima importância para a trama ou para o personagem. Inventar coisas completamente fora de contexto ou incoerentes melhor dizendo “viajar na maionese”, também vem da arrogância do autor.
Deixar a trama complexa demais não vai tornar sua história mais Inteligente e sim mais chata e até entediante. Está certo que não devemos subestimar a inteligência do espectador/leitor, mas temos que ter um equilíbrio correto entre entreter e passar alguma coisa ao público nas entrelinhas.

  Mas tem casos que você é agraciado com uma seqüência ou series de boas histórias, mas de repente ha desgaste de idéias, pensamentos e estilo e como resultado as pessoas começam a rejeitar suas tramas se opor as maneiras que você resolve situações ou até seu estilo de traço. O pior que sua persistência, às vezes complica a situação chegando a atingir toda sua carreira, sistematicamente.
Mas eis um dos fatores que nos foge completamente de nosso controle: A perspectiva. O que é bom para um é ruim para o outro e vice versa. Muitas vezes nos decepcionávamos quando mostramos nosso trabalho para alguém fora nossos pais e esta pessoa não achar aquilo tão bom quanto nossos parentes acharam. Se por um lado isto no inicio é bom para a evolução de nosso trabalho, por outro, quando a obra é mais abrangente e atinge o público ha aquela divergência de opiniões que independente da qualidade, complica a aceitação, pois sua renovação e expansão de público esta a mercê da opinião alheia e como sabemos parte do público muitas vezes segue a crítica especializada para ter uma noção no que vale a pena gastar seu dinheiro. Ou em outro caso seguem a “moda” ou o que esta bombando no momento totalmente apático a qualidade da obra por simplesmente não se importar com isso.
   Como exemplo eu posso dizer que gosto do primeiro filme dos Transformers, filme que muitos odeiam e não gostei do final de “Onde os fracos não têm vez” um bom filme que muitos adoram. Ou seja, relevei umas coisas e não engoli outras. E é o que o público faz de maneira imprevisível, o que torna difícil criar uma fórmula para uma história eficaz. Você pode criar uma história para um nicho, o que não é ruim, mas não vá esperando se sustentar apenas com isso se for restrito demais ou recriminar quem não o valoriza, são apenas opiniões divergentes da sua e de outros que admiram seu trabalho.

Deixo um pouco fora da discussão obras feitas para parecerem ser ruins ou gênero trash para ser exato.
Também existem histórias tão ruins e mal feitas que chegam a ser divertidas de ver, como um filme recente sobre um tornado de tubarões, vejam só...


Concluindo, é inevitável fazer uma história ruim ou com baixa qualidade ou até com qualidade, mas que ninguém goste, pois a história ruim simplesmente surge como um fenômeno pouco bem vindo no currículo artístico de criação que na maioria das vezes não damos conta ou ignoramos. Para mim o negócio é simplesmente baixar a cabeça e fazer alheio a tudo mantendo suas convicções e o equilíbrio de sua produção. O que acontecer depois já é outra história, seja ela boa ou ruim.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Problemas da criação#10





ISTO É UMA MERDAAAAAA!!!
Por Rogério DeSouza

Sentiu o ódio no titulo, não é?


Bom, começo declarando que tenho um gosto musical muito eclético. Muito, mesmo. Gosto desde Roxette até Radiohead, de Oasis até Blur, de Raul Seixas até Mamonas Assassinas e por ai vai...
Difícil definir meu gosto musical, pois me ligo mais na música em si do que o músico ou em outras palavras, se gostei da música, esta no meu playlist. Se uma banda ou músico tem bastante musicas que eu ache bacanas compro seu CD ou baixo suas musicas.
É mais fácil saber o que não gosto: PAGODÃO, FUNKÃO, SERTANEJO e AXÉ. Mas não se preocupem, amigos que gostam dos gêneros, eu não os ODEIO.
Já vi pessoas se sentirem incomodadas por ouvirem esses tipos de musica em um ambiente (que nem sempre o volume está tão elevado), sinceramente às vezes me pego nesta situação. Aos gêneros musicais que me referi, digo apenas que o “pagodão” citado é o pagode mais popular, os que mais aparecem na mídia, quanto ao funk, sou adepto do velho e bom James Brown e não esses de letra exageradamente obscena. O Sertanejo até respeito pela sua ligação com o pessoal do campo, mas não é um gênero que me cative muito, assim como Axé cuja sua função apenas se limita a fazer grupos de pessoas dançarem a exaustão, para mim não serve para se ouvir no mp3 por exemplo. Mas são gêneros muito, mas muito populares e alvo de muito, mas muito ódio.
O motivo esta num misto de sua qualidade não ser das melhores e uma galeria de admiradores muito grande. Muitas vezes esses fãs exaltam seu gosto musical ouvindo suas musicas em seus aparelhos de som em alto volume sem medir o gosto das pessoas a sua volta, como conseqüência a irritação se volta para o gênero musical, pois algo que poderia ser ignorado é imposto aos seus ouvidos sem a sua concessão. E como é popular, o gênero domina grande espaço da mídia, sobrando pouco espaço para outros.

Bem, esse texto surgiu, após reler “problemas da Criação 07” onde faço a seguinte pergunta ao leitor:
“Você odeia mais Naruto ou odeia os fãs de Naruto ou simplesmente odeia a popularidade em cima de Naruto?”.

Posso estar enganado, é claro, mas o fato de odiar um gênero cultural a ponto de perder a compostura origina da popularização exagerada do mesmo e não do gênero em si. A pessoa se sente ofendida pela maioria que impõe seu gosto sobre o dele, mas geralmente não é a intenção deles e sim do mercado.
Saindo um pouco da música, nos quadrinhos, os mangás têm muitos detratores. Isto devido às editoras tentarem adaptar os seus personagens não mangás ao gênero (banalizando-o), atraindo o mesmo público. Isto enfurece os fãs tradicionais que chamam o gênero de “modinha” fazendo pouco caso dos “otakus” (pessoas que gostam de mangas, animes e cultura japonesa em geral). Mangá, para quem não tem idéia, nada mais é do que os quadrinhos feitos no Japão que é bem diversificado em matéria de conteúdo, assim como sua arte característica e enquadramento dinâmico, muito diferente dos comics americanos por exemplo. O irônico é que os fãs de mangá pensam quase o mesmo dos fãs de outros gêneros.
Muitas vezes o ódio não é voltado a um gênero e sim a um personagem, história, banda, escritor, desenhista, etc...
Vejamos Harry Potter, um jovem mago vindo da literatura juvenil é muito odiado assim como é amado, o motivo de se voltarem contra o personagem além de sua popularização atrelada a uma qualidade mediana de suas histórias é pelo personagem ser considerado um suposto plágio de Tim Hunter da série Livros de Magia da Vertigo/DC comics, também é um jovem mago com as mesmas características físicas de Harry. Neil Gaiman escritor da série da Vertigo, não acredita que a criadora de Harry Potter (J. K. Rowling) tenha plagiado Tim Hunter, mas vai convencer os fãs de Livros de Magia...
Hoje o maior causador de ódio é Crepúsculo, sobre o romance entre uma garota e um vampiro, que brilha ao sol ao invés de virar cinzas. Essa visão diferenciada da escritora Stephenie Meyers sobre vampiros e lobisomens (além da sua escrita) vem causando ódio e escárnio entre os fãs do gênero.
A incompetência e deficiência do autor também chamam a atenção, pois como desenhistas do tipo Rob Liefield estão no mercado enquanto artistas mais competentes nunca conseguem uma chance digna? Por que diretor Uwe Boll consegue fazer adaptações cinematográficas ruins de Vídeo games por tantas vezes? Ai a indignação é justificada, mas apesar disso eles continuam...


Pior é quando um artista, outrora competente, criador de obras cai de nível. Como o caso de Frank Miller, Jeph Loeb, John Byrne, George Lucas, Michael Jackson (que voltou aos bons olhos do público após sua morte)... O público é implacável e de memória curta...

Outro capítulo curioso é o ódio a um determinado personagem, isto é, um ser fictício. Muitos deles são em parte erros de abordagem do autor que tem certo “carinho” por sua criação e o mantém. Outros, considerados ultrapassados e inúteis são mantidos por sua importância histórica.
Em minha opinião acho esta modalidade de “odiar personagens” um pouco tola, basta apenas mudar ou rever o conceito do mesmo, pois diferente de uma pessoa ou gênero, isto pode ser melhorado.

Cito aqui personagens como Robin, Jar Jar Binks, Aquaman, Anjo, Jimmy Olsen, Superman, etc...

Aos de gosto seletos...

Cada um tem seu gosto e como dizem: “Gosto não se discute”, mas outros rebatem dizendo que “Gosto não se discute... Se lamenta”. E é isso, afinal como as pessoas podem não possuir o meu bom gosto? São todos tão errados assim? Como podem ver aquele filme, escutar aquela música, ler aquela porcaria de livro? Por que existem poucos de nós?
O resultado é que o individuo se "isola" em seu mundo, com seu pessoal onde se sente bem, distante daqueles débeis conformistas modistas.
É notório para você que se sinta assim, possa estranhar, mas o oposto também sente o mesmo. Entenda que nem todas as pessoas têm as mesmas preocupações e dilemas que vocês... Veja o caso do comentarista e cineasta Arnaldo Jabor com relação ao elogiadíssimo filme Batman o cavalheiro das Trevas, o homem tem uma visão tão intelectualizada e engajada que faz pouco caso do que para muitos é uma obra cinematográfica de ação, ele estreitou sua visão no que ele conhecia e de como ele vê a vida, assim como Dioclécio Luz com relação com a Turma da Mônica.
Ambos não parecem entender que há certo relaxamento da realidade em que vivem, despreocupação da realidade dura, pois por que você acha que sua mãe vê novela? Você a acha tola por isso? Por que seu pai ouve Só pra contrariar após chegar ao trabalho? E sua irmãzinha guarda gravuras de Crepúsculo? E será que eles não podem se sentir o mesmo desprezo pelos seus gostos assim como você sente com os deles?


E você consumidor de coisas por demais populares...

Entendam que existem seguimentos culturais mais abrangentes aos quais podem parecer chatos ou coisa de maluco, mas tem tanta importância quanto as suas musicas e programas dominicais. Entenda por que aquele seu amigo não quer ir para aquele pancadão ou seu namorado detesta vampiros brilhantes. Não é necessário você se estender em textos longos como este para explicar sua preferência basta apenas dizer:

Gosto disso, porque para mim, é legal.

Não se sinta culpado por gostar de coisas de pouca expressão cultural ou ofendido por ser acusado disso, apenas não sufoque as pessoas com suas preferências e vice versa.


Aos artistas.
(a quem dedico totalmente este texto)

O artista tem que ter a noção que não agradará a maioria das pessoas, aceitar criticas construtivas e ouvir as destrutivas (com cautela, afinal ninguém tem sangue de barata!), tentar melhorar ou expor suas dificuldades, se abrir ao público, admitir erros e procurar não repeti-los (como sempre falo, aliás). Como disse em outra ocasião:

O público é frio e cruel, não esta nem ai para você, não vão te ajudar ou dar conselhos, apenas te aceitar ou te rejeitar. Eles não aceitam erros porque sofrem com eles.

Tente não seguir modas, mas trabalhe com elas, brinque. Se for inevitável crie coisas alternativas (afinal a existência da Turma da Mônica Jovem não extinguiu a turma tradicional).
Cuidado com a superexposição, embora isso possa colocar o nome de sua criação em evidencia pode cansar o público.



Como autor iniciante, procuro agradar quem eu puder, pois é praticamente impossível “agradar Gregos e Troianos” ou manter a qualidade de trabalho por muito tempo. Já digo desde agora que não sou do tipo que busca originalidade, nem procuro o sentido da vida, tenho ambições de viver da minha arte, apesar das dificuldades pessoais e financeiras. Vou procurar melhorar meu trabalho e não incomodar muito. Mas se eu errei, errei. Simples.

Todos nós queremos nosso espaço, uns querem iluminação outros querem apenas se divertir enquanto outros querem o meio termo.

Temos que conviver com isso.