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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Negativa á violência feminina


quinta-feira, 2 de junho de 2016

Adequação na vestimenta


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Problemas da criação #28



O fim das heroínas sexy nas HQs (?)
Por Rogério DeSouza


  Nos quadrinhos de super-heróis a indústria carecia muito do público feminino que mesmo que tivessem muitas heroínas, elas não se sentiam representadas neste seguimento.

  Parte da culpa se deve a visão machista do meio corporativista, muitas vezes eram retratadas como donzelas a serem salvas ou mero objetos de sedução.
   Com o tempo, os quadrinhos vem atingindo as demais mídias e como conseqüência houve um aumento de público atingindo também o público feminino.


    A soma das leitoras de quadrinhos ao universo super-heróico é muito bem vinda, caracterizando uma diversidade maior de leitores em um mundo considerado masculino.

    No entanto, tal condição requer mudanças.


    Para as leitoras se sentirem representadas nas histórias de super heroínas as personagens tem que ter as condições físicas e sociais condizentes a seu público tirando muitos estereótipos, inclusive o que se refere à vestimenta das supra- citadas.

     Ou seja, nada de maiôs com desenhos impossíveis, decote ousado, roupa extremamente colada ao corpo ou qualquer tipo de vestimenta considerada vulgar. As heroínas podem ter corpo sensual, mas isto em hipótese alguma deve ser demonstrado explicitamente no gibi, principalmente na capa.


      Estas são condições necessárias para que nossas amigas leitoras e artistas não se sintam ofendidas e desprezadas nas histórias de super-heróis.

       Em minha opinião, elas estão certas.
       Se sentem ofendidas com a posição imprópria de uma personagem fictícia, tem que reclamar mesmo. Afinal, nós homens nos sentiríamos ofendidos se tivesse uma capa com o Superman sem camisa ou Homem-Aranha ou Conan... Opa! De qualquer forma defendo a posição delas, desculpem se pareci leviano.

       MAS... Isto não soa um pouco repreensivo demais? Será que o público masculino não tem o direito de ver sua heroína favorita sensual? Será que o artista não pode expor a beleza do corpo de uma mulher em seus traços?

        E se fizessem histórias de heróis homens desenhados de maneira sensual para o público feminino? Elas estariam mais condescendentes a visão masculina já que por muito tempo muitos heróis usam colantes e alguns apenas uma sunga?    


       Embora eu ache que as leitoras tenham o direito de reclamar, não acho certo denegrirem a artistas por retratar personagens sexys nas revistas em quadrinhos causando mudanças em sua maioria desnecessárias nas capas de algumas revistas. Parece que há um excesso de protecionismo que está tornando esse direito legítimo numa coisa maçante e qualquer contra argumento taxaria o mesmo de machista.

       
E o pior que há machistas que criticam o espaço que as heroínas vem ganhando, isto eu posso achar um verdadeiro absurdo.

       Se for este o caso, proponho algo radical:

       Uma total separação dos gêneros. Ou seja, gibis feitos para meninas e gibis feitos para meninos, como fazem no Japão. Se houver heroínas sensualizadas coloque na capa “sob contexto sexual fictício, voltado para o público masculino” e pronto. 

        Ou algo muito mais radical.
  
         Proibindo qualquer heroína de ser apresentada forma vulgarizada e desproporcionalmente inadequada ao normal físico feminino.
         Ou seja, nada de personagens como a Poderosa mostrando decote ousado, nada de Red Sonja ou Shanna usando biquínis, as personagens tem que usar armaduras e forma física moderada, adolescentes tem que parecer adolescentes e nada de seios e quadris desproporcionais.



     Acha um exagero isto? Realmente. Mas a situação esta caminhando para um cenário semelhante.

     Antes de qualquer coisa, sempre defendi que super-heroínas tenham maior destaque nas histórias, sensuais ou não. Que sejam líderes de grupo, que lutem pau a pau contra todos os tipos de inimigos e que salvem o universo sozinhas. Elas têm que ter seu espaço e as leitoras tem que aproveitar.



    É meus amigos homens. Acabou. Não iremos mais ver as heroínas como a víamos antes. Se quisermos que o mercado de quadrinhos abra espaço para leitoras, temos que abrir mãos das Vampirellas e Nielles da vida.


     Se tiverem saudades dos bons tempos, guardem suas revistas antigas ou peçam para um artista fazer uma arte comissionada de sua heroína favorita.

     Você, assim como eu, pode até achar que o mundo esta ficando cada vez mais chato.

     Mas elas estão certas.  

   
      

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Problemas da Criação #25

Vamos falar de “Homem de aço”. 
 Por Rogério DeSouza 

 Passado mais de um mês da estréia do filme aqui no país, resolvi colocar meu ponto de vista, desculpem qualquer coisa é apenas um desabafo.
 Vou partir do inicio. Antes de ver a película, vi dois trailers antes e estes me deixaram bastante empolgado, ai até Motoqueiro Fantasma era empolgante, mas... Tentei evitar ver imagens, novos trailers e spots de TV e contive a expectativa. O problema é que o filme foi lançado nos EUA praticamente um mês antes que aqui no Brasil, como conseqüência disso o filme vazou na internet e muitas pessoas começaram a dar a sua impressão do filme. Independente do que as pessoas falassem do filme eu iria ver de qualquer maneira mesmo, no entanto já estava com uma visão antecipada do filme devido aos comentários alheios. 

  Alerta de spoilers: Se você não viu o filme ainda, não sei como, pare por aqui. Se você não se importa em estragar surpresas continue, mas não diga depois que não avisei.


 Bem, isto aqui não será uma resenha do filme ou uma crítica e já adianto que gostei do filme. Mas o que vou falar é a atitude do herói na trama. No confronto final contra o vilão Zod, um sujeito equivalente em poderes do Superman (que era timidamente chamado assim no filme), acabou que o homem de aço teve que matá-lo para acabar com a destruição generalizada que ambos estavam fazendo na cidade, lembrando que os dois são quase deuses e conseqüência disso seria óbvia. Muitos fãs e formadores de opinião não gostaram deste desfecho dizendo que o Superman nunca faria algo do gênero e até acusam o personagem de desencadear grande destruição em Metrópolis sendo que a máquina do vilão para tornar a atmosfera da Terra semelhante ao planeta Kripton já tinha feito bastante estrago antecipadamente. Sinceramente ao sair do cinema após ter ouvido estes comentários antecipados, me deixou um pouco irritado

 Vamos ao primeiro fato: a ação.
Admito que o roteiro não é perfeito, mas o que exatamente reclamávamos daquele filme chamado Superman Returns? A falta de um adversário fisicamente a altura do primeiro super-herói ao invés de uma ilha de Kriptonita ou um avião caindo. Queríamos ver algo como em Superman 2 (com Christopher Reeve) com os efeitos especiais de hoje em dia, não era isto que queríamos? Coisas que acontecem nos quadrinhos? E foi isto que nos deram. Que filme será que esperavam ver, eu não sei.

Outro fato: “Assassinato” do general Zod.
O momento que muitos fãs ficaram indignados, o momento que maculou o mito do grande herói. Foi uma atitude fria? Foi uma atitude vingativa? Foi uma atitude tola?
Primeiro, se eu não me engano, o herói tentava segurar o vilão (tão forte quanto ele e experiente em combate) para impedir que machucasse as pessoas, pois até aquela altura seus planos foram frustrados e seus seguidores foram parar na zona fantasma e ele ficou para trás e sem meios de fazê-lo se juntar aos outros o que ocasionou o confronto com o herói. Na cena em questão o Superman implorou para que o Zod parasse e na ocasião ele iria matar um grupo de pessoas com sua visão de calor e o homem de aço teve que matá-lo, pois como o próprio Zod falou, ele não ia parar. Mesmo que o levasse ao espaço ou um deserto a situação não iria ser remediada de outra maneira e a destruição prosseguiria e a situação retornaria. Se não estou enganado, legítima defesa de terceiros não é crime ou justifica-se. Sem falar que o próprio herói visivelmente não gostou de ter tomado tal atitude contra um compatriota. Uma saída covarde dos roteiristas? Pode até ser, mas parem para pensar um pouco e deixem de lado a birra com o diretor.
   Se este ato fosse a gênese do herói escoteiro que conhecemos? 
Ele está lá, sim. Ele se sacrificou para nos proteger, mais que a si mesmo, mas seus princípios para salvar pessoas de uma grande ameaça. Isso não era um ato vingativo ou de ódio, foi apenas uma fatalidade, um caminho ao qual se os roteiristas tiverem culhões, eles terão que explorar suas conseqüências na vida do personagem em sua primeira ação em público contra um oponente a altura.

A conseqüêcia de um ato imprudente criou um herói
mais autruísta. Evolução do personagem.

Ora, neste caso lembremos o Homem-Aranha que deixou um criminoso fugir por arrogância e pagou um alto preço por isso, se tornando o herói amigo da vizinhança que conhecemos?
Na minha concepção o anti-herói é o princípio para a criação do herói propriamente dito. Este Superman não é um “Justiceiro”, como muitos ficam taxando, tão qual um herói violento dos anos 90, a proposta é outra até onde passa ver. O herói de hoje em dia lida com vilões diferentes e não os bobalhões arrogantes de antigamente. Nós estamos acostumados com a velha dança: Herói prende vilão, ele se solta comete seus delitos e começa tudo de novo.

A velha dança entre Batman e Coringa num momento chave.


ESTOU COMPARANDO SIM. Até onde essa "dança" iria chegar?
 E quantas pessoas iriam morrer por causa disso? Uma escolha difícil a ser tomada.

Isto é o básico de toda a história de herói para todas as idades.

 Sim, o herói icônico (não Justiceiro, Wolverine etc...) não deve matar um vilão por matar. Mas devemos nos ater que não estamos na era de ouro, prata, bronze ou ferro.

Atualização: Me lembrei da repercução da morte
de Maxwell Lord que dominou o Superman fazendo
com que o herói quase matasse seus amigos e a heroina
tomou uma atitude extrema, que claro, teve conseqüências.
Estamos numa época em que os heróis têm que tomar decisões difíceis, muitas vezes indo contra seus ideais não só, como eu disse, pela sua sobrevivência, mas como a das demais pessoas.

Não sem haver conseqüências de suas ações sejam elas quais forem.